Crianças menores de 7 anos e meio, no carro, só com a cadeirinha ou booster

Olá, hoje quero alertar alguns pais a respeito da forma correta de transportar crianças no veículo, é importante que os leitores tenham muita consciência a respeito, afinal é muito comum vermos crianças menores de 10 anos, sentadas no banco traseiro do veículo de passeio e sem cinto de segurança ou qualquer outro artefato que as mantenha protegidas, enquanto o adulto responsável está prestando atenção no trânsito.

De acordo com o Ministério da Saúde, 1.200 crianças morrem, por ano, em acidente de trânsito. Mesmo assim, 70% dessas mortes poderiam ser evitadas com a utilização do acessório de retenção. Assentos de segurança para carros existem para isso e, quando bem utilizados, garantem cerca de 70% de eficiência na prevenção de acidentes fatais e ferimentos que necessitem hospitalização.

A partir de setembro de 2010, entrou em vigor a nova resolução 277/08 do Código de Trânsito Brasileiro  – que trata do transporte de crianças – regulamentando o uso da cadeirinha de carro para bebês e crianças até sete anos e seis meses de idade em carros de passeio.

Nessa nova resolução, crianças desta faixa etária deverão ser transportadas, em carros de passeio, obrigatoriamente em dispositivos de retenção, as famosas cadeirinhas. Acima dessa idade, o cinto de segurança por si só já é suficiente e não pode ser dispensado.

As crianças continuam tendo que ser transportadas obrigatoriamente nos assentos do banco traseiros dos carros. Carros como caminhonetes, que não possuem os bancos traseiros, fazem parte de uma exceção permitida pela lei. Nesse caso, as crianças podem ir no banco do passageiro, mas aplicando-se as mesmas regras dos bancos traseiros.

As exigências relativas ao sistema de retenção, no transporte de crianças com até sete anos e meio de idade, não se aplicam aos veículos de transporte coletivo, aos de aluguel, aos de transporte autônomo de passageiro (táxi), aos veículos escolares e aos demais veículos com peso bruto total superior a 3,5t.

Art. 2º Na hipótese de a quantidade de crianças com idade inferior a dez anos exceder a capacidade de lotação do banco traseiro, será admitido o transporte daquela de maior estatura no banco dianteiro, utilizando o cinto de segurança do veículo ou dispositivo de retenção adequado ao seu peso e altura.

Papais e mamães com mais de uma criança tenham uma atenção especial.

Cada pequeno deverá ter o seu dispositivo de retenção, sempre de acordo com a idade de cada um. Ou seja, mais de uma criança, mais de uma cadeirinha. Isso também é valido para quem costuma dar carona para os amiguinhos da escola.

Para cada idade e peso existe uma poltrona diferente que pode acomodar o seu pequeno.As crianças precisam de três assentos diferentes até os sete anos e meio de idade. Confira abaixo as indicações dadas pelos profissionais.

– Bebê conforto ou conversível: De 0 a 1 ano de idade ou de 9 a 13 quilos. O bebê conforto deve ser voltado para o vidro traseiro, com leve inclinação, de costas para o movimento.

– Cadeirinha de segurança: De 1 a 8 anos de idade ou de 9 a 18 quilos. A cadeirinha deve ser voltada para a frente, na posição vertical.

– Assento de elevação, também conhecido como “booster”: De 4 a 7 anos e seis meses de idade. O assento deve ser voltada para frente e preso com o cinto de 3 pontos (próprio do carro).

– Cinto de segurança de três pontos (próprio do carro): De 7 a 10 anos de idade.

Cada produto tem uma forma de utilização, especialmente a fixação no banco e a passagem do cinto de segurança, por isso, é indicado consultar o manual de instruções.

Além disso, é essencial a verificação da qualidade da cadeirinha (se não tem inclinação errada, ou se não está quebrada em algum ponto). É necessário primeiramente checar se o produto tem a certificação do Inmetro, os produtos com certificação possuem uma etiqueta com marca, nome do fabricante, peso da criança e códigos da homologação e da normativa de referência.

Agora, é adequar seu carro para a segurança dos pequenos. Basta seguir as dicas e bom passeio. Sei que o preço é meio salgado, mas tem vários sites que parcelam em várias vezes, permitindo a compra.

Lembrando que, caso a lei seja desrespeitada, o motorista responsável arcará com uma multa de R$ 191,54, perde sete pontos na carteira de habilitação (CNH) e ainda terá o carro retido até que seja regularizado. A punição é prevista na Resolução 277 do Código de Trânsito. A lei não se aplica a veículos de transporte remunerados como táxis, ônibus e transportes escolares. (www.denatran.gov.br)

Agora, gostaria de saber a opinião de vocês a respeito, uma vez que vejo muita gente que concorda, mas ainda não se adaptou, outros que não concordam, pois acham que essa mudança vai primeiramente ficar onerosa e inviável. Aguardo seu comentário.

Beijos a até a próxima!

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