Olá amigas(os), ontem estive na reunião pedagógica de meu filho, e percebi que existem algumas crianças com problemas de visão comprometendo o seu rendimento escolar, o que preocupa tanto pais como educadores.
Especialistas dizem que, em determinados casos, até mesmo as notas baixas podem ser revertidas com a correção visual.
Sabia que uma em cada vinte crianças em idade pré-escolar sofre de algum problema de visão. Já durante o Ensino Fundamental, essa proporção sobe de 5% para 25%.
Muitas vezes, a criança vai mal na escola não por falta de atenção ou dedicação aos estudos, mas por causa de problemas visuais não detectados. Algumas não enxergam direito o que está escrito na lousa e outras podem ter dificuldade de ler livros, cadernos e apostilas que estão sobre a carteira.
Pais e até mesmo professores devem estar sempre atentos às crianças e estimulá-las a usar óculos ou tampões sem preconceito, quando necessário.
Trata-se de uma medida temporária e que pode impedir o comprometimento do rendimento escolar.
Como os problemas visuais podem gerar um impacto bastante negativo na vida das crianças, vale a pena prestar atenção em algumas características que alertam para a hora de marcar uma consulta com o oftalmologista. Confira a seguir alguns sinais de que é chegada a hora:
Reclamar de dor de cabeça – Quando a criança reclama com alguma frequência de dor de cabeça quando está em aula ou ainda quando faz a lição de casa, é preciso investigar. Principalmente se reclama de ‘dor na testa. Afinal, ela pode estar fazendo um esforço extra para enxergar direito.
Sentar muito próxima à televisão – Ainda que as telas dos televisores tenham aumentado bastante nos últimos anos, algumas crianças insistem em sentar bem próximas à TV, dando sinais claros de que talvez sofram de miopia. O mesmo é válido para games de bolso ou livros. Se o seu filho tiver o costume de aproximar os olhos de tudo o que precisa enxergar é um sintoma que precisa ser investigado.
Apertar os olhos para ler – Quando a criança aperta um dos olhos para enxergar, pode ser que inconscientemente esteja querendo melhorar o foco e usando o olho bom para ver bem. Trata-se de um sintoma clássico que deve ser avaliado.
Andar de cabeça baixa – Há casos em que a criança estrábica ou com desequilíbrio no músculo ocular, acaba tendo dupla visão ao focar um objeto ou olhar para baixo. Para se sentir mais segura, passa a andar sempre com a cabeça baixa, na tentativa de prevenir problemas mais sérios como quedas.
Lacrimejar excessivamente – Algumas crianças não fecham os olhos totalmente enquanto dormem. Essa condição leva a um ressecamento noturno e, para compensar, os olhos passam o dia lacrimejando espontaneamente – o que atrapalha muito a visão correta e, inclusive, o relacionamento com os colegas de classe.
Coçar os olhos insistentemente – Esse é um sinal clássico de fadiga ocular e deve ser investigado. Tanto pode ter origem em problemas de visão, como pode estar relacionado à conjuntivite. Nos dias em que a umidade do ar está baixa, essa condição se intensifica tanto que pode até provocar lesões nas pálpebras.
Mostrar dificuldade com a leitura – Quando a criança, já alfabetizada, não consegue ler uma sentença sem se perder nas palavras ou pular linhas, pode ser sintoma de astigmatismo ou ainda de estrabismo e deve ser investigado.
Acompanhar a leitura com um dedo – Eis outro sinal perceptível durante a leitura. Se a criança não conseguir ler sem recorrer ao dedo indicador, pode não ser apenas uma mania, mas um caso de ambliopia – síndrome do olhinho preguiçoso – em que as letras e palavras parecem muito próximas, dificultando a leitura.
Demonstrar sensibilidade à luz – Esse é outro sinal fácil de reconhecer. Quando a criança demonstra incômodo exagerado em ambiente muito iluminado ou ainda sob luz solar, pode ser sinal de exotropia, um tipo de estrabismo.
Tapar um olho com a mão – Há crianças que automaticamente tapam um dos olhos com a mão para enxergar melhor com o ‘olho bom’. Isso pode acontecer durante as atividades escolares ou até mesmo de lazer, como ver TV. Tanto pode indicar um problema de ambliopia, como de estrabismo. Por isso, não pode passar sem ser devidamente investigado por um oftalmologista.
Fonte: Prof. Dr. Renato Neves, cirurgião-oftalmologista com mais de 60 mil cirurgias realizadas, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos (SP) e autor do livro “Seus Olhos”, lançado em 2004. (www.eyecare.com.br)
Se seu filho apresenta alguns dos comportamentos acima, procure um oftalmologista, e ajude-o a encontrar o melhor caminho para enxergar bem.
Beijos e até a próxima!
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