Cancer de ovário, prestar atenção em si mesma é o primeiro passo para um diagnóstico eficaz

Olá, o assunto não é dos mais atrativos, mas não sei se é impressão minha, mas os casos dessa doença estão aumentando muito ultimamente, daí a importância em conhecer alguns sintomas da doença para diagnosticá-la mais rápido, agilizando assim seu tratamento. Principalmente do cancer de ovário, que é mais raro mas letal.

Hoje em dia é muito difícil encontrar a família que não tenha ou conheça alguém que esteja fazendo quimioterapia, e nem vale dizer que estou ficando velha, pois conheço casos em pessoas jovens também.

No mês de prevenção ao câncer de ovário, o Instituto Oncoguia chama atenção das mulheres para as alterações que acometem o seu corpo. Ao perceber sintoma anormal, a primeira medida é a consulta ao ginecologista

O câncer de ovário é o de menor incidência entre os tumores ginecológicos, representando 4% das neoplasias malignas. Apesar disso, é o de mais difícil diagnóstico e de maior letalidade. Justamente por causa desta gravidade, ele requer atenção ‘mais que especial’ da mulher.

Diferente do câncer de mama, por exemplo, que pode apresentar sintomas claros como aparecimento de nódulos, alteração no tamanho e forma do seio e saída de secreção do mamilo, o câncer de ovário não tem sinais típicos, o que dificulta o diagnóstico precoce e resulta em maior taxa de mortalidade: em 2008 foram diagnosticados 5.500 casos e registradas 2900 mortes pela doença.

Sobre os fatores de risco, o diretor médico do Instituto Oncoguia, Dr. Rafael Kaliks, enumera a idade avançada (mulheres acima de 50 anos), obesidade, a utilização de medicações para estimular a fertilidade e o fato da mulher não ter filhos, além do histórico familiar. “Em menor grau, o uso de reposição hormonal contendo apenas estrógeno também parece aumentar a propensão ao câncer de ovário”, complementa.

A presidente do Oncoguia, Luciana Holtz, alerta as mulheres para os sintomas já relatados por pacientes acometidas pela doença. Dores na bexiga para ir ao banheiro, barriga com crescimento anormal, digestão lenta e aumento abdominal. Embora na maioria das vezes estes sintomas estejam relacionados a diagnósticos sem relação alguma com o câncer de ovário, eles podem sim ser sinais da doença e, por isso, chamar a atenção das mulheres.

“O fato é que muitas outras mulheres não tiveram sintoma algum e descobriram a neoplasia em exames de rotina. Vale ressaltar, então, que é fundamental que a mulher visite seu ginecologista periodicamente”, diz.  “E nunca é demais relembrar: a mulher tem que estar atenta às alterações que acometem o seu corpo e nunca tardar em buscar um médico ao perceber um sintoma anormal”, conclui Holtz.

Diagnóstico e tratamento
Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura ao câncer de ovário são de 90%; porém, se descoberto em estágio avançado a taxa mortalidade pelo tumor é de 70%. Na avaliação inicial, além do exame clínico, faz-se a dosagem do marcador tumoral CA-125 e exames de imagem como ultrassom transvaginal, tomografia computadorizada e ressonância magnética, entre outros. O problema é que nenhum dos métodos é 100% satisfatório para a detecção da neoplasia em fase inicial. O diagnóstico somente pode ser firmado com a biópsia, feita com base em suspeita levantada nestes exames.

Em grande parte do país, o câncer de ovário é tratado nos centros de ginecologia dos hospitais, e apenas as mulheres com doença avançada são em encaminhadas ao oncologista. Isso acaba privando as mulheres de uma atenção multidisciplinar que proporcionaria maior chance de cura. “Se for possível, cada caso deve ser discutido antes de iniciado o tratamento. Sem dúvidas, no tratamento de intuito curativo o mais importante é que a cirurgia, que permite a avaliação da cavidade abdominal e a retirada do tumor, aconteça rapidamente e pelas mãos de um cirurgião altamente especializado”, afirma Dr. Kaliks.

Na maioria dos casos, as pacientes são submetidas à quimioterapia como complemento no tratamento cirúrgico.

Mulheres, atentas aos sintomas, prevenir sempre é mais fácil, rápido e menos oneroso. Com a saúde não se brinca, visite seu ginecologista regularmente, adote hábitos de vida saudável.

Fonte – Instituto Oncoguia

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